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Revista Platero nº 10 / agosto

Estamos postando a nova edição da revista Platero, publicação da Livraria Martins Fontes, produzida pela ML Jornalismo.

Nesta edição trazemos temas bem variados: em Resgate literário, especialistas na obra de Jane Austen falam porque seus romances conquistam fãs em todo mundo até hoje, 200 anos após sua morte. Na nova seção CÃOportamento, a veterinária Cláudia Terzian, da equipe de Alexandre Rossi (Dr. Pet), mostra que conhecer melhor o comportamento canino é fundamental para uma boa convivência. Em Espaço jovem, o escritor Mouzar Benedito apresenta seres encantados e histórias curiosas do folclore brasileiro. Fechamos com o jornalista Matthew Shirts indicando excelentes livros. Boa leitura!

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O leitor indica – Comentários de Matthew Shirts

Radicado no Brasil há muitos anos, o norte-americano Matthew Shirts

O jornalista Matthew Shirts adora sugerir bons livros

conquista os leitores com suas crônicas publicadas regularmente no jornal O Estado de S. Paulo. Redator-chefe da revista National Geographic Brasil e coordenador editorial do Planeta Sustentável, projeto editorial que reúne 36 títulos da Editora Abril e um site próprio, o jornalista vai lançar, ainda neste ano, seu primeiro livro de crônicas, O jeitinho americano.

Formado em Estudos Latino-Americanos na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e em História na Universidade de São Paulo, com pós-graduação na Universidade de Stanford, Matthew afirma que lê desde pequeno. “Eu adorava gibis e romances policiais para jovens. Minha adolescência foi marcada por O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger, depois On the Road – Pé na estrada, de Jack Kerouac, muito por Medo e delírio em Las Vegas e outros livros de Hunter Thompson, sem falar em Tom Wolfe, de quem acredito ter lido todos os títulos. Acho Os eleitos, dele, a melhor obra de jornalismo de todos os tempos. Depois fui estudar História e peguei gosto pelos historiadores”.

Matthew Shirts gosta de indicar bons livros e selecionou alguns para os leitores da Revista Platero:

Pornopopéia, de Reinaldo Moraes – uma espécie de policial, é o melhor romance brasileiro dos últimos anos, quiçá uma obra-prima, dedicado a assuntos de baixo calão, como orgias e drogas.

História do Brasil com empreendedores, de Jorge Caldeira – um livro revolucionário, que coloca toda a história colonial do Brasil de cabeça para baixo. Faz mais sentido, para mim, do que as versões tão coladas em Caio Prado Jr.

Cabeza de Vaca, de Paulo Markun – é uma excelente biografia de um dos personagens mais fascinantes do século 16. Cabeza de Vaca foi o primeiro governador de Santa Catarina e atravessou os Estados Unidos a pé. Markun fez um levantamento extenso, certamente a obra mais completa sobre o explorador.

Veneno remédio, de José Miguel Wisnik – através da história do futebol, chega-se a uma nova interpretação da história do país. É a interpretação mais genial da cultura brasileira em décadas.

A dança dos deuses, de Hilário Franco Júnior – traz uma quantidade de informações nunca antes vista sobre a história do futebol.

Um enigma chamado Brasil, de Lilia Moritz Schwarcz e vários autores – reúne ótimos resumos dos grandes ensaístas brasileiros.

Grandes Imagens da National Geographic, vários autores – apresenta, num livro lindo, 490 imagens de tirar o fôlego.

1491: New revelations of the Americas before Columbus, de Charles C. Mann (também disponível em português: 1491: Novas revelações das Américas antes de Colombo) – abre uma nova perspectiva sobre a rica e diversificada história pré-colombiana das Américas. Relata o que acontecia, muito mais do que se supõe, antes da chegada dos europeus.

Série Millennium: Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar, de Steig Larsson – vicia loucamente ao inventar um dos personagens mais originais da literatura policial recente: Lizabeth Salander.

Schifaizfavoire: Dicionário de Português, de Mario Prata – muito engraçado, mostra a diferença entre o português falado no Brasil e em Portugal. É um dos meus livros favoritos.

Uma longa e estranha viagem, de Tony Horwitz – o autor lança mão de uma técnica bacana para revisitar os Estados Unidos do século 16. Refaz, de carro, as viagens dos exploradores, misturando as histórias do presente com as do passado. Chega à conclusão que os Estados Unidos foram explorados mais por espanhóis do que por ingleses.

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