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Comer bem para viver melhor

Uma alimentação balanceada é o segredo para viver com saúde

Fish allsorts from sturgeon and salmons

 

 

Diferente dos animais, o homem não come simplesmente para saciar a fome. Para ele, mais do que uma necessidade, comer bem é um prazer. No entanto, esse prazer pode se tornar bastante indigesto se for deixada de lado a preocupação com o que se está consumindo.

“Uma alimentação balanceada é o segredo para viver bem”, afirma a nutricionista Virgínia Nascimento, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran). “O organismo torna-se mais resistente e mais protegido contra doenças”. Pessoas que se alimentam de maneira saudável ficam menos sujeitas à hipertensão, diabetes, acidente vascular cerebral, doenças cardíacas e até mesmo alguns tipos de câncer.

“Alimentos naturais, como cereais, feijão, legumes, verduras e carnes sem gordura contêm aquilo que o organismo humano necessita e propiciam mais capacidade de aproveitamento de seus componentes”, observa a nutricionista. Segundo ela, devem ser evitados os alimentos exclusivamente processados com adição de conservantes, gorduras, açúcar e sal, que alteram funções do corpo e dificultam o aproveitamento ideal de seus componentes saudáveis.

As nutricionistas Carla Yamahita e Karin Sedó Sarkis ressaltam no livro Alimentação Saudável – A sua importância na qualidade de vida e na prevenção de doenças que o prazer deve estar atrelado à alimentação, mas os excessos acabam tendo consequências. “Comer doces ou chocolates em momentos de ansiedade, por exemplo, pode se revelar uma frustração para quem está tentando controlar o peso ou um alívio e uma boa sensação se os doces forem bem administrados”.

Os carboidratos e as proteínas são a base da alimentação por fornecerem energia ao organismo e devem ser consumidos de acordo com a idade, a altura, a atividade de trabalho e física e o número de horas de sono de cada um. Tirando as carnes, os óleos, as gorduras e o sal, todos os alimentos contêm carboidratos, diferenciando apenas nas quantidades e nos tipos. As proteínas, por sua vez, respondem pelo crescimento e pela reparação dos músculos, ossos e tecidos. Carnes, leites e derivados e ovos são as fontes de proteínas animais. As proteínas vegetais são encontradas nas leguminosas – feijão, lentilha, ervilha seca, fava, soja, grão de bico –, nas sementes – girassol, gergelim, abóbora – e nas oleoginosas – castanha do pará, castanha de caju, nozes, nozes pecã, amêndoas. Já as gorduras, se consumidas em quantidades adequadas, exercem uma função importante no organismo: são responsáveis pela produção de hormônios, pelo transporte de células e pela condução de impulsos nervosos.

As nutricionistas são unânimes em afirmar que não basta apenas consumir alimentos saudáveis, outros cuidados devem ser tomados como comer a cada três ou quatro horas, pois os intervalos regulares entre cada refeição mantêm o nível de energia equilibrado; nunca pular uma refeição, mesmo que tenha exagerado na refeição anterior, e não consumir mais de quatro xícaras pequenas de café por dia, para evitar aumento da pressão arterial, colesterol e o risco de osteoporose.

Para aqueles que estão precisando emagrecer, Virgínia Nascimento aconselha, em primeiro lugar, que a pessoa procure saber se não está comendo mais do que precisa, e optar por alimentos menos concentrados em calorias no cotidiano. “É necessário também avaliar o gasto de energia, pois a falta de exercício físico gera acúmulo de gordura, que cresce rapidamente no organismo humano. Entretanto, o interesse pela alimentação adequada deve ser maior do que a simples atenção que se quer dar ao peso corporal, onde certos modismos fazem as pessoas comer mal, sem se preocupar com a saúde, o que é mais importante”.

Há muitos livros de profissionais da área que ajudam a esclarecer mais sobre esse tema, como: Inteligência alimentar – A nova refeição e os ingredientes do equilíbrio, de E. Al. Roper; Superalimentos – A alimentação e os remédios do futuro, de David Wolfe; Entendendo a importância do processo alimentar, de Denise Madi Carreiro, Guia de saúde e alimentos funcionais – Saúde através dos alimentos, de Andirasio Donato dos Santos.

 

PARA TER UMA DIETA SAUDÁVEL

O que comer no café da manhã

  1. Um carboidrato rico em fibras (pão, torradas ou biscoitos integrais, aveia, granola, cereais integrais)
  2. Uma proteína (leite, iogurte, queijo, ovo)
  3. Fruta ou suco natural

O que comer no almoço e no jantar

O ideal é o almoço ser em maior quantidade que o café da manhã. O jantar pode ser composto pelos mesmos tipos de alimentos, mas com quantidade reduzida.

  1. Um carboidrato, de preferência rico em fibras (pão integral, cereais integrais, massa, batata, arroz)
  2. Uma proteína vegetal (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja)
  3. Uma proteína animal (carnes magras, ovo, leite, iogurte, queijo)
  4. Verduras, legumes e saladas (abundante)
  5. Uma fruta ou um copo de suco natural

Fonte: livro Alimentação saudável, de Carla Yamashita e Karin Sedó Sarkis

 

Matéria produzida pela ML Jornalismo para publicação da Livraria Martins Fontes

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BEM-ESTAR: COMER BEM PARA VIVER MELHOR

Diferente dos animais em geral, o homem não come simplesmente para saciar a fome. Para ele, mais do que uma necessidade, comer bem é um prazer. No entanto, esse prazer pode se tornar bastante indigesto caso a preocupação com o que se está consumindo for deixada de lado.

“Uma alimentação balanceada é o segredo para viver bem”, afirma a nutricionista Virgínia Nascimento, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran). “O organismo torna-se mais resistente e mais protegido contra doenças”. Pessoas que se alimentam de maneira saudável ficam menos sujeitas a hipertensão, diabetes, acidente vascular cerebral, doenças cardíacas e até mesmo alguns tipos de câncer.

“Alimentos naturais, como cereais, feijão, legumes, verduras e carnes sem gordura contêm aquilo que o organismo humano necessita e propiciam mais capacidade de aproveitamento de seus componentes”, observa a nutricionista. Segundo ela, devem ser evitados os alimentos exclusivamente processados com adição de conservantes, gorduras, açúcar e sal, que alteram funções do corpo e dificultam o aproveitamento ideal de seus componentes saudáveis.

As nutricionistas Carla Yamashita e Karin Sedó Sarkis ressaltam no livro Alimentação saudável – A sua importância na qualidade de vida e na prevenção de doenças que o prazer deve estar atrelado à alimentação, mas os excessos acabam tendo consequências. “Comer doces ou chocolate em momentos de ansiedade, por exemplo, pode se revelar uma frustração para quem está tentando controlar o peso ou um alívio e uma boa sensação se os doces forem bem administrados”.

Os carboidratos e as proteínas são a base da alimentação por fornecerem energia ao organismo e devem ser consumidos de acordo com a idade, a altura, a atividade física e de trabalho e o número de horas de sono de cada um. Tirando as carnes, os óleos, as gorduras e o sal, todos os alimentos contêm carboidratos, diferenciando apenas nas quantidades e nos tipos. As proteínas, por sua vez, respondem pelo crescimento e pela reparação dos músculos, ossos e tecidos. Carnes, leites e derivados e ovos são as fontes de proteínas animais. As proteínas vegetais são encontradas nas leguminosas – feijão, lentilha, ervilha seca, fava, soja, grão de bico -, nas sementes – girassol, gergelim, abóbora – e nas oleaginosas – castanha-do-pará, castanha de caju, nozes, nozes pecã, amêndoas. Já as gorduras, se consumidas em quantidades adequadas, exercem uma função importante no organismo: são responsáveis pela produção de hormônios, pelo transporte de células e pela condução de impulsos nervosos.

As nutricionistas são unânimes em afirmar que não basta apenas consumir alimentos saudáveis. Outros cuidados devem ser tomados, como comer a cada três ou quatro horas – os intervalos regulares entre cada refeição mantêm o nível de energia equilibrado -, nunca pular uma refeição, mesmo que tenha exagerado na refeição anterior, e não consumir mais de quatro xícaras pequenas de café por dia, para evitar aumento da pressão arterial, colesterol e o risco de osteoporose.

Para aqueles que querem emagrecer, Virgínia Nascimento aconselha, em primeiro lugar, que a pessoa procure saber se não está comendo mais do que precisa e dê preferência a alimentos menos concentrados em calorias no cotidiano. “É necessário também avaliar o gasto de energia, pois a falta de exercício físico gera acúmulo de gordura, que cresce rapidamente no organismo. Entretanto, o interesse pela alimentação adequada deve ser maior do que a simples atenção que se quer dar ao peso corporal, onde certos modismos fazem as pessoas comerem mal, sem se preocupar com a saúde, o que é mais importante”.

Há muitos livros de profissionais da área que ajudam a esclarecer mais sobre esse tema, como: Inteligência alimentar – A nova refeição e os ingredientes do equilíbrio, de E. Al. Roper; Superalimentos – A alimentação e os remédios do futuro, de David Wolfe; Entendendo a importância do processo alimentar, de Denise Madi Carreiro, Guia de saúde e alimentos funcionais – Saúde através dos alimentos, de Andirasio Donato dos Santos.

PARA TER UMA DIETA SAUDÁVEL

O que comer no café da manhã
1. Um carboidrato rico em fibras (pão, torradas ou biscoitos integrais, aveia, granola, cereais integrais)
2. Uma proteína (leite, iogurte, queijo, ovo)
3. Fruta ou suco natural
O que comer no almoço e no jantar
O ideal é o almoço ser em maior quantidade que o café da manhã. O jantar pode ser composto pelos mesmos tipos de alimentos, mas com quantidade reduzida.
1. Um carboidrato, de preferência rico em fibras (pão integral, cereais integrais, massa, batata, arroz)
2. Uma proteína vegetal (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja)
3. Uma proteína animal (carnes magras, ovo, leite, iogurte, queijo)
4. Verduras, legumes e saladas (abundante)
5. Uma fruta ou um copo de suco natural

Fonte: livro Alimentação saudável, de Carla Yamashita e Karin Sedó Sarkis

 

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