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Sobloco Informa 192

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A aventura do crescer

Galera, a vida não é ontem nem amanhã. Não é sólida nem gasosa. A vida é agora. É coisa líquida. 

* Nelson de Oliveira, na introdução do livro A vida é logo aqui

O olhar de personagens adolescentes diante da passagem para o mundo adulto é o mote explorado por 15 autores no livro A vida é logo aqui (SESI-SP). A coletânea sobre a vida jovem, “num mundo velho que sempre se renova”, como descreve o organizador da obra, Nelson de Oliveira, aborda diversos temas vividos nessa fase de transformações, dúvidas, desafios e descobertas como amor, perda, felicidade, timidez, amizade e intolerância. “Eu quis reunir escritores talentosos num livro que também fosse uma celebração da vida e da juventude”, ressalta Oliveira.

Cristina Porto, criadora de personagens consagrados da literatura infantil e juvenil, como Serafina e Joana Banana, assina o conto Maria da Paz, onde uma garota está atrás de “uma boa ideia para escrever uma boa história”. Depois de muito procurar, ela se pergunta: “mas, afinal, o que é uma boa ideia?”. A resposta vem de forma inesperada após um acontecimento violento, resultando num final surpreendente, de indignação, mobilização e perseverança.

Em Robens, Tânia Martinelli, autora do livro A melhor banda do mundo, entre outros, mostra de forma sutil e sensível como a jovem Sofia, de 16 anos, passa a enxergar o sentimento das pessoas ao seu redor quando conhece, no velório de sua tia-avó, um lindo e descolado garoto cego. “A morte traz tristeza; a vida nos deixa perplexos, às vezes. Ou quase sempre”, reflete Sofia.

“Eu sei que sou estranho. Isso não depende de me achar estranho mesmo, na real, mas as pessoas estão aí o tempo todo pra mostrar o quanto você é esquisito”. Assim começa o texto escrito pelo autor Claudio Fragata (ganhador do Prêmio Jabuti 2014 com o livro Alfabeto Escalafobético), que tem como pano de fundo as dificuldades de não ser igual a todos e de crescer em meio à rejeição. “Agora chamam de bullying o que deveria ser chamado de covardia”, relata Lucas, o personagem principal. Entretanto, o que se destaca, é o valor da amizade, o encontro com o amor, a descoberta da coragem, que não era conhecida.

O livro traz ainda contos assinados por Silvana Tavano, Carla Caruso, Sônia Barros, Leo Cunha, João Anzanello Carrascoza, Luís Dill, Tino Freitas, Maria José Silveira, Flávia Cortês, Marília Pirillo, Luiz Bras e Adriano Messias. No lançamento, realizado no auditório da Livraria Martins Fontes Paulista, em São Paulo, os escritores puderam expressar suas opiniões sobre literatura para jovens num bate-papo animado com o público. O projeto gráfico e as ilustrações, modernos e multicoloridos, são assinados pela artista gráfica Raquel Matsushita.

Serviço:

A vida é logo aqui

Nelson de Oliveira (org.)

SESI-SP Editora

248 páginas

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Crédito das fotos: Frederico Moreira

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Comer bem para viver melhor

Uma alimentação balanceada é o segredo para viver com saúde

Fish allsorts from sturgeon and salmons

 

 

Diferente dos animais, o homem não come simplesmente para saciar a fome. Para ele, mais do que uma necessidade, comer bem é um prazer. No entanto, esse prazer pode se tornar bastante indigesto se for deixada de lado a preocupação com o que se está consumindo.

“Uma alimentação balanceada é o segredo para viver bem”, afirma a nutricionista Virgínia Nascimento, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran). “O organismo torna-se mais resistente e mais protegido contra doenças”. Pessoas que se alimentam de maneira saudável ficam menos sujeitas à hipertensão, diabetes, acidente vascular cerebral, doenças cardíacas e até mesmo alguns tipos de câncer.

“Alimentos naturais, como cereais, feijão, legumes, verduras e carnes sem gordura contêm aquilo que o organismo humano necessita e propiciam mais capacidade de aproveitamento de seus componentes”, observa a nutricionista. Segundo ela, devem ser evitados os alimentos exclusivamente processados com adição de conservantes, gorduras, açúcar e sal, que alteram funções do corpo e dificultam o aproveitamento ideal de seus componentes saudáveis.

As nutricionistas Carla Yamahita e Karin Sedó Sarkis ressaltam no livro Alimentação Saudável – A sua importância na qualidade de vida e na prevenção de doenças que o prazer deve estar atrelado à alimentação, mas os excessos acabam tendo consequências. “Comer doces ou chocolates em momentos de ansiedade, por exemplo, pode se revelar uma frustração para quem está tentando controlar o peso ou um alívio e uma boa sensação se os doces forem bem administrados”.

Os carboidratos e as proteínas são a base da alimentação por fornecerem energia ao organismo e devem ser consumidos de acordo com a idade, a altura, a atividade de trabalho e física e o número de horas de sono de cada um. Tirando as carnes, os óleos, as gorduras e o sal, todos os alimentos contêm carboidratos, diferenciando apenas nas quantidades e nos tipos. As proteínas, por sua vez, respondem pelo crescimento e pela reparação dos músculos, ossos e tecidos. Carnes, leites e derivados e ovos são as fontes de proteínas animais. As proteínas vegetais são encontradas nas leguminosas – feijão, lentilha, ervilha seca, fava, soja, grão de bico –, nas sementes – girassol, gergelim, abóbora – e nas oleoginosas – castanha do pará, castanha de caju, nozes, nozes pecã, amêndoas. Já as gorduras, se consumidas em quantidades adequadas, exercem uma função importante no organismo: são responsáveis pela produção de hormônios, pelo transporte de células e pela condução de impulsos nervosos.

As nutricionistas são unânimes em afirmar que não basta apenas consumir alimentos saudáveis, outros cuidados devem ser tomados como comer a cada três ou quatro horas, pois os intervalos regulares entre cada refeição mantêm o nível de energia equilibrado; nunca pular uma refeição, mesmo que tenha exagerado na refeição anterior, e não consumir mais de quatro xícaras pequenas de café por dia, para evitar aumento da pressão arterial, colesterol e o risco de osteoporose.

Para aqueles que estão precisando emagrecer, Virgínia Nascimento aconselha, em primeiro lugar, que a pessoa procure saber se não está comendo mais do que precisa, e optar por alimentos menos concentrados em calorias no cotidiano. “É necessário também avaliar o gasto de energia, pois a falta de exercício físico gera acúmulo de gordura, que cresce rapidamente no organismo humano. Entretanto, o interesse pela alimentação adequada deve ser maior do que a simples atenção que se quer dar ao peso corporal, onde certos modismos fazem as pessoas comer mal, sem se preocupar com a saúde, o que é mais importante”.

Há muitos livros de profissionais da área que ajudam a esclarecer mais sobre esse tema, como: Inteligência alimentar – A nova refeição e os ingredientes do equilíbrio, de E. Al. Roper; Superalimentos – A alimentação e os remédios do futuro, de David Wolfe; Entendendo a importância do processo alimentar, de Denise Madi Carreiro, Guia de saúde e alimentos funcionais – Saúde através dos alimentos, de Andirasio Donato dos Santos.

 

PARA TER UMA DIETA SAUDÁVEL

O que comer no café da manhã

  1. Um carboidrato rico em fibras (pão, torradas ou biscoitos integrais, aveia, granola, cereais integrais)
  2. Uma proteína (leite, iogurte, queijo, ovo)
  3. Fruta ou suco natural

O que comer no almoço e no jantar

O ideal é o almoço ser em maior quantidade que o café da manhã. O jantar pode ser composto pelos mesmos tipos de alimentos, mas com quantidade reduzida.

  1. Um carboidrato, de preferência rico em fibras (pão integral, cereais integrais, massa, batata, arroz)
  2. Uma proteína vegetal (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja)
  3. Uma proteína animal (carnes magras, ovo, leite, iogurte, queijo)
  4. Verduras, legumes e saladas (abundante)
  5. Uma fruta ou um copo de suco natural

Fonte: livro Alimentação saudável, de Carla Yamashita e Karin Sedó Sarkis

 

Matéria produzida pela ML Jornalismo para publicação da Livraria Martins Fontes

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Minimóveis: um nicho crescente

MinimoveisPeças funcionais que ocupam pequenos espaços aliam conforto, beleza e praticidade

 

O mercado está se voltando para uma nova demanda: móveis pequenos para decorar. “Começamos a trazer uma linha de minimóveis, algo novo que está tendo uma ótima aceitação’, diz Ana Trevisan, sócia-diretora da Trevisan Concept. “São mobiliários décor, como pufes, estantes e mesas de canto. Investimos em estamparia própria e criamos algumas linhas: Brasil Chic, inspiradas no triopicalismo e na brasilidade; Boho Chic, com muitas cores e natureza, abusando das misturas e combinações; Romantic, simples e romântica, inspirada na Provence; Geometric Kittens com ar contemporâneo e formas geométricas, remetendo mais ao urbano; enfim, diversos estilos que nos diferenciem. Dentro dessas coleções, lançamos alguns pequenos móveis. O consumidor pede novidades e é o que temos de lhe proporcionar. O mercado muda, hoje muitas pessoas moram sozinhas, o negócio imobiliário cresceu, é preciso sempre acompanhar essas demandas.”

Conhecida pela oferta de artigos inovadores para presentes, a Uatt? também percebeu esse nicho e criou uma nova marca voltada para a decoração: a Uatt? Casa. “São produtos funcionais e decorativos criados para ocupar pequenos espaços, elaborados com o conceito: seja o seu próprio decorador”, explica a coordenadora Julia Elpo. “As peças se complementam e se encaixam, decoram juntas, sem dilemas. Temos bancos que fecham, você usa e guarda, não ocupam espaço. Podem ainda ser utilizados como mesinha de canto, bandeja para laptop ou guardar pequenos objetos em seu interior. Estamos ampliando as linhas da Uatt? Casa com mesinhas laterais, estantes, gaveteiros, caixas organizadoras, espelhos, luminárias, pendentes e lâmpadas diferentes, itens de banheiro, enfim, muitas novidades para decorar o lar”. A coordenadora esclarece que a nova marca foi desenvolvida pensando na nova casa do brasileiro, na demanda por peças funcionais e no aumento de pessoas que estão decorando sua primeira morada. “Nosso público-alvo são pessoas de 25 a 35 anos, pode ser aquele casal que tem o primeiro filho ou o recém-formado que foi morar sozinho. Com essa linha, queremos facilitar, por isso temos um tag para cada produto com dicas de decoração. Assim, o cliente não se sente sozinho na hora de escolher seu objeto para a casa.”

Matéria produzida pela ML Jornalismo para a revista HG Casa, publicação da Grafite Feiras

 

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Boas Festas

Cartão ML-2015

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Reforma tributária já!

TributosO atual sistema tributário brasileiro é complexo, caro, burocrático e favorece a corrupção

Criado em 2010, o Movimento Brasil Eficiente (MBE) tem como meta ajudar a implantar no País um ambiente favorável ao trabalho, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento. E, para atingir esses objetivos, apresenta duas propostas concretas: a simplificação do sistema tributário, condensando oito tributos em apenas dois – o Nacional Compartilhado e o Novo Imposto de Renda; e a regulamentação do Conselho de Gestão Fiscal, com a obrigação de propor regras de contenção das despesas públicas de maneira que permitam a moderação da carga tributária.

Paulo Rabello de Castro: “Com a reforma tributária o Brasil se tornará naturalmente mais produtivo, será possível retomar investimentos e, com isso, impulsionar o crescimento”

Paulo Rabello de Castro: “Com a reforma tributária o Brasil se tornará naturalmente mais produtivo, será possível retomar investimentos e, com isso, impulsionar o crescimento”

Segundo o economista Paulo Rabello de Castro, autor do livro O mito do governo grátis e um dos coordenadores gerais do MBE, a reforma tributária está no “umbigo” do crescimento. “É ela que deflagra as outras reformas associativas ao campo tributário, como a da Previdência, por exemplo. Nosso projeto facilita a vida do contribuinte sem prejudicar as arrecadações federal, estaduais e dos municípios, sem interferir no Simples Nacional. Prevê a mudança em quatro etapas, implementadas ao longo de 48 meses. Já na largada, ganhamos todos com uma estrutura mais eficiente e menos burocrática, permitindo maior produtividade para o empresário no planejamento tributário, transparência para quem paga impostos e uma base simplificada para o início da redução gradual da carga tributária.”

“A simplificação fiscal estanca o desperdício de recursos, garante o volume atual de arrecadação e cria um ambiente favorável para se reduzir a carga tributária”

Retornos positivos

Para Paulo Rabello de Castro, os retornos são muitos, e sempre positivos. “O Brasil se tornará naturalmente mais produtivo, será possível retomar investimentos e, com isso, impulsionar o crescimento”. Ele enumera as vantagens da reforma tributária:

  • Um sistema simples, transparente e sem burocracia
  • Fim dos tributos em cascata
  • Mais eficiência na gestão dos recursos arrecadados com o Conselho de Gestão Fiscal
  • A redução da carga tributária representa um alívio para o bolso do consumidor, mais investimentos para o empreendedor e mais arrecadação para o governo, na medida em que o PIB cresce
  • Com a URV Fiscal, a redução da alíquota interestadual do ICMS terá impacto gradual sobre o incremento da arrecadação
  • A isenção fiscal de ICMS já concedida até a data de implantação da simplificação fiscal estará garantida para o empreendedor e para o Estado
  • Os estados produtores poderão conceder incentivo fiscal sobre a parcela da arrecadação que lhes pertence
  • A redução gradual da alíquota interestadual unificada para 4% é vantajosa para o país uma vez que, gradualmente, a carga é transferida para o consumo (valor agregado), desonerando a produção. Os artigos brasileiros ficam mais baratos, a arrecadação é mantida e o contribuinte não paga mais por isso
  • As aglutinações de impostos e alíquotas não acarretarão aumento na carga tributária
  • O Simples é mantido e aperfeiçoado.

Recordes indesejáveis

Mito_do_governo_grátisO economista ressalta que o atual sistema tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo: são mais de 80 tributos, inúmeras normas e 27 legislações distintas somente para o ICMS. “Essas normas foram reunidas e resultaram numa obra com 7,2 toneladas, 43.216 páginas, cada uma com 2,2 metros de altura e 1,4 metro de largura, um recorde que está no Guinness World Records. Outro recorde: é o país que mais consome horas para pagar impostos no mundo – as empresas gastam 2.600 horas por ano para calcular, contabilizar e pagar impostos. Para o consumidor, todo esse custo se reflete no preço final do produto. Além disso, o fluxo da arrecadação é irracional. Parte dos recursos arrecadados é remetida à União, que depois repassa de volta aos estados e municípios. Não faz sentido. É burocrático, ineficiente e favorece a corrupção.”

Na sua opinião, o sistema tributário brasileiro está em colapso e quem paga a conta é o contribuinte. “A simplificação fiscal estanca o desperdício de recursos, garante o volume atual de arrecadação e cria um ambiente favorável para se reduzir a carga tributária o que, é claro, terá impactos positivos no Custo Brasil.”

Matéria do jornal Sobloco Informa, publicação da Sobloco Construtora, produzida pela ML Jornalismo

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Sobloco Informa nº 190 – Editorial: A tão necessária reforma fiscal em nosso País

Sobloco Informa 190 - dezembro de 2014.pdf

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O jornal Sobloco Informa, publicação da Sobloco Construtora, é produzido pela ML Jornalismo

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A NOVA ESCOLA DO DESIGN CONTEMPORÂNEO

Blog da ML Jornalismo

Responsabilidade sobre o impacto ambiental é assimilada por profissionais do setor

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O fortalecimento da preocupação com o impacto ambiental, aliado à crescente oferta de matérias-primas alternativas ou ecológicas, deu origem a um novo tipo de design de produto: o ecodesign. Segundo essa concepção, todas as funções requeridas do profissional da área devem estar essencialmente voltadas ao desenvolvimento de produtos com maior relevância para as pessoas e um processo

que cause o mínimo abalo no ambiente. O impulso nas vendas das empresas passa a ser não o objetivo final, mas uma consequência desse trabalho. Com o aquecimento da economia e a maior demanda das empresas e consumidores pela inovação, aumentaram as exigências em relação a essa atividade, que, por sua vez, cresceu em importância, tornando-se relevante para o posicionamento estratégico das companhias no mercado. Somado a isso, a crise ambiental alertou para uma nova e imperiosa responsabilidade: alterar os padrões de…

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As 10 tendências capitais do branding

branding

Pautar marcas em comportamentos e combinar a história passada com alguma ousadia sobre o futuro é essencial para todas as áreas de negócios

“Muitas vezes, estamos olhando para frente pelo espelho retrovisor”, destaca Jaime Troiano, CEO do Grupo Troiano de Branding, que tem como clientes o Grupo Pão de Açúcar, Associação Comercial de São Paulo, Pepsico, Seara, Farm e Banco Itaú, entre outros. “O planejamento de marketing apoia-se, naturalmente, em inputs que vêm do mercado, de consumidores e de clientes. Se pararmos nisto, estaremos reproduzindo indefinidamente o passado. No entanto, para todas as áreas de negócio, combinar a história passada com alguma ousadia sobre como vai ser o futuro, é essencial. Nós sabemos relativamente pouco sobre os tempos que virão, mas isto não justifica a letargia de se acomodar e esperar o que vai acontecer. Mesmo porque os nossos concorrentes mais agressivos, inteligentes e determinados talvez não esperem. E, quando começarmos a fazer o que eles já fazem, nossas marcas serão apenas mais uma, um ‘me too’, serão titia boazinha sem charme.”

HG62 - Branding - Jaime Troiano

Jaime Troiano: “Mesmo sob o risco de dar uma ou outra cabeçada, vale a pena pautar-se pelo amanhã”

Segundo ele, esta é uma forma de pensar e de agir que se aplica a todas as áreas de negócio. “Um território como reforma e decoração não escapa dessa necessidade de olhar para frente. E é provável que seja um território onde essa visão do que vem por aí seja ainda mais importante. Mesmo sob o risco de dar uma ou outra cabeçada, vale a pena pautar-se pelo amanhã.”

Para ilustrar seu pensamento, ele dá como exemplo um trecho do livro Auto-engano, de Eduardo Gianetti: O fato é que se todos os empreendedores potenciais agissem como calculistas prudentes, e só fizessem novos investimentos quando estivessem de posse de tudo aquilo de que precisam para estar racionalmente seguros de que não sairão perdedores em suas apostas, o ânimo empreendedor definharia e a economia entraria em séria depressão.

Como fazer ‘a’ diferença

Jaime Troiano faz um pequeno resumo de 10 tendências que podem mexer com o seu negócio. Algumas são mais do que tendências, são princípios de trabalho já praticados em muitas organizações.

  1. Posicione marcas e produtos para comportamentos e não para pessoas. A mesma pessoa manifesta comportamentos distintos, sob circunstâncias diferentes. Ou seja, não trate seu cliente como um indivíduo que manifesta as mesmas atitudes em todas as áreas da vida. O que sente ao entrar numa loja pode ser muito diferente do que acontece quando ele entra em casa, ou no ambiente de trabalho.
  1. Entre na vida de seu consumidor, se quiser entendê-lo de fato. Os consumidores dizem o que pensam, mas fazem o que sentem. Não se contente com o que ele te diz apenas. Conviva com ele. Não espere ele entrar em sua loja ou em seu site. Entre na casa dele, entenda como é a relação que ele tem com o espaço onde habita. Seja um “voyeur social” se você quer compreender quem é a pessoa que pode se tornar seu cliente. Se você não tiver vontade ou habilidade para isso, alguém em sua empresa ou empresas especializadas em comportamento de consumidor farão isso para você.
  1. Mas nem sempre pesquisar o consumidor é a única forma para entender o que ele quer. Use e abuse de contatos com especialistas, trendsetters, isto é, com gente que enxerga o que o consumidor não é capaz de ver. Não acredite apenas no que dizem os atendentes e vendedores sobre os compradores ou consumidores. Use a experiência de quem não tem o rabo preso com seu negócio. Use a visão de quem tem pensamentos transversais e não apenas daqueles que conhecem a dinâmica comercial da sua operação.
  1. A pulverização do tempo e a fragmentação de relações sociais aumentaram o sentido de isolamento social e de individualismo. Entre outras coisas, as marcas tendem a aproximar as pessoas que as consomem, ainda que por laços pouco visíveis. Bem-vindos à era da nova “tribalização”. Tudo o que for possível fazer para que seus clientes sintam que fazem parte de uma “tribo” admirada pelos outros, melhor. E mais ainda, tudo que for possível fazer para que ele se sinta acolhido pela “tribo” ainda melhor.
  1. Estender o uso da marca para outras categorias de negócio é a bola da vez. Muitas marcas que nasceram num determinado território, vendendo certo tipo de produto ou oferecendo um tipo serviço, migraram para outras áreas. Vejam o que fez a marca Dove, a partir do produto inicial que era apenas um sabonete. Ou a marca Gillete, que a partir de lâminas de barbear criou uma linha ampla de produtos de cuidado pessoal. Isso é o que chamamos de extensão de marca. Porém, além de ser estendida horizontalmente, como nesses casos, ela pode ser estendida verticalmente para mercados com capacidade de consumo menor. Um exemplo é o Armani Exchange criado pela própria marca Giorgio Armani. Não é fácil, mas é uma grande oportunidade. E há como fazê-lo.
  1. Estender verticalmente pode ser algo feito para baixo, mas pode ser pensado também para os grupos de renda mais alta. E também há como fazê-lo. Bancos, por exemplo, como Itaú e Bradesco, criaram espaços para acomodar público de renda maior em suas extensões Personnalité e Prime. Ou a Sadia que tem a Sadia Speciale para atuar num “degrau” mais acima.
  1. Está chegando para valer a era da brand experience: locais onde você convive com a sua marca, mesmo que não seja um espaço comercial apenas. Aliás, lojas são espaços onde pode ocorrer a brand experience. Basta fazer com que o consumidor não sinta que está sendo “malhado” desde o primeiro momento em que entra. Dê a ele a chance de namorar produtos, antes mesmo que ele demonstre a iniciativa de compra-los.
  1. Duvido que você já tenha comprado um eletrodoméstico, um carro, um sofá, uma cozinha planejada sem ouvir a opinião de terceiros. A opinião de parentes e amigos, esse boca-a-boca não sofre do descrédito de muitas das mensagens comerciais e publicitárias. O boca-a-boca sobre as marcas está deixando de ser algo que as empresas torcem para acontecer. Elas estão começando a planejar para que ele aconteça. Use seus recursos digitais para ser um parceiro que potencializa o boca-a-boca sobre suas marcas e seu negócio.
  1. Design, na embalagem, na loja, no produto será cada vez mais a forma suprema de expressar o posicionamento de sua marca. Mais que isso, não se descuide de organizar todos os pontos de contato que sua marca estabelece com seus públicos. Alguém na empresa deve assumir esse papel de ser quem avalia se todas as formas de contato da marca estão integradas de uma forma sinérgica.
  1. Marcas são ativos cujo valor econômico pode ser calculado. Em algum momento do futuro este valor estará indicado nos balanços. Cuide bem de sua marca, como você cuida bem da empresa em geral.

“Muitas destas tendências já estão acontecendo. Saber como dominá-las é trocar o retrovisor pelo para-brisa”, conclui Troiano.

 

Matéria produzida pela ML Jornalismo para a revista HG Casa, publicação da Grafite Feiras

 

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