Vale a pena visitar a Fundação Ema Klabin

CONSTRUÇÃO INSPIRADA NO PALÁCIO DE SANSSOUCI, EM POTSDAM, ALEMANHA

CONSTRUÇÃO INSPIRADA NO PALÁCIO DE SANSSOUCI, EM POTSDAM, ALEMANHA

A casa-museu apresenta rico acervo cultural e arquitetônico

A empresária, mecenas e colecionadora Ema Gordon Klabin (1907-1994) amava tanto as artes que, na década de 1950, mandou construir em São Paulo uma casa de 900 m² especialmente para abrigar as obras que cuidadosamente colecionava. Num terreno de quase 4 mil m2, localizado na Rua Portugal, Jardim Europa, o projeto da casa-museu, inspirado no Palácio de Sanssouci, em Potsdam, Alemanha, é do arquiteto Alfredo Ernesto Becker e o jardim leva a assinatura de Burle Marx. Em 1978, a proprietária transformou sua residência na Fundação Cultural Ema Gordon Klabin para promover eventos culturais. A partir de 2007, foi aberta para visitação, onde o púbico pode apreciar um valioso acervo reunido por Ema ao longo de mais de 70 anos. Um dos lugares mais bonitos de São Paulo, a casa abriga cerca de 1500 obras, que englobam antiguidades clássicas, arte africana, brasileira, europeia, oriental e pré-colombiana.

REQUINTE E BOM GOSTO NA DECORAÇÃO

REQUINTE E BOM GOSTO NA DECORAÇÃO

Destaque para grandes talentos nacionais, como Tarsila do Amaral e Portinari; franceses, entre os quais Renoir e Marc Chagall; e holandeses, como Frans Post e sua esplêndida tela Vista de Olinda (1650), que fez parte da coleção do rei Luis XIV da França. Também de grande importância são as coleções que cobrem mais de 3500 anos de história, como objetos das civilizações grega, etrusca e romana (séculos IV a.C. e I d.C); bronzes chineses, como o da Dinastia Shang (século XIV / XI a.C.); itens de rituais africanos (final do século XIX e começo do século XX); e imagens sacras dos períodos colonial e do Império brasileiro. O museu apresenta, na sala de jantar, mesas postas exatamente como Ema recebia personalidades mundiais em suntuosos banquetes, compostas por porcelanas Sévres, Limoges e Meissen; cristais Baccarat e Bohemia; louças da Companhia das Índias; talheres Vermeil, James Deakin & Sons e Mary Chawner; porta-cigarros, cinzeiros e porta-fósforos Christian Dior… As peças utilizadas no serviço de mesa são quase todas inglesas e executadas por importantes prateiros reais e inclui conjuntos para chá e café, fruteiras, cestos, salvas, sopeiras, além de valiosos faqueiros. A casa exibe ainda lustres, tapetes, objetos decorativos, mobiliário dos séculos XVI ao XIX, com destaque para a mesa de jogos feita para a Casa Real Portuguesa, e estofados desenhados por Terry Della Stuffa.

BIBLIOTECA ABRIGA MAIS DE TRÊS MIL VOLUMES PARA PESQUISA

BIBLIOTECA ABRIGA MAIS DE TRÊS MIL VOLUMES PARA PESQUISA

Reduto favorito de Ema Klabin, a biblioteca tem seu acervo aberto para pesquisas, um dos pedidos da colecionadora. São três mil volumes, que englobam manuscritos e os primeiros exemplares do livro impresso. Há ainda relatos de viajantes europeus pelo Brasil, datados do século XVI ao XIX. Inicialmente, a coleção teve a orientação do bibliófilo José Mindlin. Faz parte ainda do arquivo da Fundação um conjunto de fotografias pessoais de Ema Klabin com mais de 2000 fotos, retratando familiares, viagens e atividades profissionais e filantrópicas.

 

Revista HG Casa nº 58, publicação da Grafite Feiras produzida pela ML Jornalismo

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