Marisa Lajolo sobre Monteiro Lobato

Marisa Lajolo, estudiosa da obra de Lobato:

 Tenho a sorte de poder estudar um autor de quem gosto muito, que me acompanhou na infância.

 (…)

 Acho que os livros  “para-didáticos”  de Lobato tiravam o ambiente da aprendizagem da escola. Era no  sítio que as crianças aprendiam.  A obra de Lobato nunca se apresenta como “ parceira” ou “aliada”  da escola. As personagens, inclusive, volta e meia dizem que a escola é enfadonha e que o bom é aprender com Dona Benta. Acredito que esta irreverência com a instituição escolar estabelece uma parceria com o leitor, que retribui ficando leitor-cativo.

(…)

Uma questão instigante é o trajeto de Lobato para chegar aos Estados Unidos: nos anos 20 (do século idem), ele teve três contos traduzidos e publicados nos Estados Unidos. Como estes contos chegaram até lá? Quem os traduziu? Que tipo de leitor se interessou por eles? Outra vertente também fecunda é uma discussão minuciosa das diferentes edições da obra lobatiana adulta, particularmente dos livros não ficcionais, pouquíssimo discutidos e, desconfio, também pouquíssimo lidos!

 * Marisa Lajolo em entrevista à ML Jornalismo (2010)

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