Uma solução integrada para São Paulo

Um novo sistema de gestão integrada está sendo implantado nos 39 municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo. Segundo Edson Aparecido, secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano, essa integração vai permitir mais rapidez nos processos de decisão e de planejamento.

Uma solução integrada para São Paulo

O novo sistema de gestão abrange toda a Região Metropolitana

Os 39 municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) serão beneficiados pelo novo sistema de gestão integrada, instituído através de projeto de lei sancionado pelo governador Geraldo Alckmin em junho deste ano. Ancorado no planejamento metropolitano, o sistema busca o desenvolvimento sustentável e o bem-estar para os 19,7 milhões de habitantes dessa região.

Em setembro, será instalado o Conselho de Desenvolvimento Metropolitano, formado pelos 39 prefeitos da Grande São Paulo e 39 representantes do Governo do Estado: secretários, adjuntos e presidentes de empresas. Sua função será definir as obras, os investimentos, as intervenções e estratégias mais importantes para a região. Paralelamente, será criado o Fundo de Desenvolvimento Metropolitano, que vai receber recursos do Estado, dos municípios e, eventualmente, da União, além de empréstimos nacionais e internacionais, que serão alocados para essas intervenções. Será instituída ainda a Agência de Desenvolvimento Metropolitano, cujo papel é elaborar os planos e projetos definidos pelo Conselho. “Com isso, institucionalizamos a RMSP, com todo o funcionamento previsto em lei”, afirma o secretário Edson

Edson Aparecido: “Não dá para ter um planejamento isolado”

Aparecido, da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano do Estado de São Paulo, a única criada pelo atual governo e gestora desse sistema. “É um importante instrumento de planejamento integrado e de articulação que a Região Metropolitana passa a ter”.

“Do lado do Estado, contamos com instrumentos que possibilitam uma atuação conjunta com os municípios na solução dos problemas”, ressalta o secretário. “Dessa maneira, por exemplo, não será construída habitação popular onde não houver mobilidade urbana, não tiver transporte ou ocorrerem enchentes. Passa-se a pensar de maneira totalmente integrada. Não dá para ter um planejamento isolado”.

Transportes interligados

A Região Metropolitana de São Paulo foi dividida em cinco sub-regiões: Norte, incluindo Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha e Mairiporã; Leste, composta por Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano; Sudeste, que engloba Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul; Sudoeste, com Cotia, Embu das Artes, Embu Guaçu, Itapecirica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista; e Oeste, incluindo Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba. A capital integrará todas as sub-regiões.

Uma das primeiras medidas resultantes dessa nova gestão poderá ser sentida ainda neste ano: a implantação de um bilhete metropolitano para toda a região. Numa primeira etapa, serão integrados os sistemas de transportes do Estado – EMTU, CPTM e metrô. Posteriormente, todo esse sistema será integrado com as linhas municipais. Com isso, a metade da população do estado de São Paulo contará com uma política de transportes interligados.

Polo de riqueza

Edson Aparecido enfatiza que a Região Metropolitana de São Paulo é o maior polo de riqueza nacional, com um PIB de R$ 572,2 bilhões – 57% do total estadual e 18,9% do PIB brasileiro –, ocupando papel de destaque inclusive mundial: “É a quarta conurbação urbana do planeta, atrás apenas da Cidade do México, da Grande Tóquio e de Mumbai, na Índia. O fenômeno das metrópoles é relativamente recente, de uns 30 anos para cá, e o processo de planejamento é mais recente ainda em todo o mundo. Estamos nos inspirando nos exemplos de regiões com mais experiências de realizações, como Nova York, Londres, Cingapura e Barcelona, para enfrentar os problemas daqui. Independentemente da nossa vontade, o mundo escolheu São Paulo como um dos polos globais de cidade. E, a partir de agora, há uma mudança de conceito, em que organizamos o crescimento, passando a assumir nosso papel de protagonistas nessa história”.

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Sobloco Informa nº 177 / setembro 2011

http://www.sobloco.com.br

O jornal Sobloco Informa é uma publicação produzida pela ML Jornalismo para a Sobloco Construtora S.A.

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